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A Polarização Política Vai Estragar o Natal?

Com as festas de fim de ano chegando, muitas pessoas temem que o assunto “política” entre na ceia de Natal ou na noite de ano novo e possa estragar a celebração. Quem um dia imaginou que o povo brasileiro, conhecido mundialmente por sua tolerância e acolhimento, fosse se tornar separado por ideologia política? 

Para relembrar o que faz do brasileiro o povo mais simpático do mundo, gostaria de compartilhar três dicas para que você possa lidar melhor com a polarização política no final do ano.

Imagem: Illustration by Rick Szuecs / Source Image: Marcos Martinez Sanchez / Getty

1. Ouça como se você estivesse errado: Na maioria das vezes, quando conversamos com alguém e temos alguma crença política, abordamos a pessoa com o objetivo de mostrar a ela que estamos certos e que ela está errada. Uma das tendências naturais do ser humano é buscar pela confirmação de suas crenças, o que os cientistas nomeiam como Viés da Confirmação. Alguns estudos demonstram que mesmo que as pessoas não tenham interesse algum de que uma hipótese seja verdadeira, elas naturalmente procuram primeiramente pela confirmação da hipótese. Se eu te presentear com uma planta, por exemplo, e disser para você que acho que ela cresce com mais vigor se for regada todos os dias, fatalmente você irá testar minha hipótese regando ela todos os dias. Nem se passa por sua cabeça desafiar a minha hipótese e regar a planta dia sim, dia não. Perceba que mesmo que você não seja um “entusiasta das plantas”, seu comportamento natural é buscar primeiramente pela confirmação da hipótese inicial. Agora, imagine então o que acontece se você é um radical político! Tudo o que fará é se esforçar ao máximo para confirmar que a sua posição é a certa, e raramente você irá formular hipóteses que podem mostrar que o errado da história é você!

No método científico, quando os pesquisadores vão estudar qualquer assunto eles são obrigados a formular uma hipótese nula, ou seja, levantar e analisar os dados que podem provar que a sua hipótese inicial está errada! Se a ciência avança seus conhecimentos dessa maneira, que tal você usar essa lição para desafiar suas crenças políticas e talvez, avançar como cidadão?

2. Mude sua forma de fazer perguntas: Nas ocasiões em que escutamos crenças bizarras e duvidosas, nossa reação natural é dizer para a outra pessoa: como é que você acredita nisso? Porém, todas as vezes que uma pessoa sente que está sendo ameaçada, uma região do seu cérebro conhecida como amídala apresenta um aumento em sua atividade. A amídala é a parte do cérebro que processa estresse, ameaças, medo e insegurança, sendo que a sua ativação está fortemente correlacionada com comportamentos violentos. Adivinhe o que pode acontecer se você formular perguntas que colocam a outra pessoa em uma situação de ameaça? Ela provavelmente irá te responder de forma agressiva e consequentemente, será a vez da sua amídala se tornar ativa fazendo com que você também seja mais agressivo. Décadas de estudos científicos demonstram que a ativação da amídala causa o desligamento parcial do córtex pré-frontal, uma região responsável pela resolução de problemas complexos, tomada de decisão, argumentação, planejamento e criatividade. Você pode concluir que uma conversa entre duas pessoas com a amídala ativada e o córtex pré-frontal desligado não vai gerar os mais brilhantes insights e soluções para a polarização, certo? Por este motivo, mude a forma como formula suas perguntas. Ao invés de perguntar “como é que você acredita nisso?”, pergunte “por que você acredita nisso?”

Quando você demonstra para a outra pessoa que está curioso por uma explicação dela, a antecipação de uma recompensa faz com que ela tenha um aumento no volume do neurotransmissor dopamina, que gera uma sensação de prazer, permitindo com que a conversa seja mais agradável. Adicionalmente, em muitos momentos onde uma pessoa precisa explicar com detalhes os motivos de suas crenças, elas mesmas chegam a conclusão de que seus argumentos estão equivocados ou incompletos e, como muitos cientistas revelam, a persuasão mais forte de todas é a autopersuasão: quando uma pessoa convence a si mesma.

3. Agradeça por ter suas crenças desafiadas: Já pensou o tédio que seria o mundo se todo mundo pensasse da mesma maneira? Se todos torcessem para o mesmo time? Se todos gostassem do mesmo tipo de comida? Se todas as empresas usassem as mesmas estratégias? Se nenhum cientista desafiasse o conhecimento do outro? Então que tal pararmos para agradecer nossos rivais neste final de ano? Aqueles que nos desafiam, que nos fazem pensar melhor sobre nossos pontos de vista — os céticos, os debochados e os advogados do diabo. Se a política virar assunto na ceia de Natal, que tal usarmos toda a nossa humildade para agradecer aos que pensam diferente de nós, para dizer a estas pessoas que elas nos ajudam a afiar nossos pensamentos e a não nos tornarmos presas fáceis para slogans vazios, argumentos fracos e ideologias perigosas. Que tal irmos para as mesas do Natal e do ano novo não com a mentalidade de ganhar, mas sim com a vontade de ter empatia com os que pensam diferente? No meio de toda esta complexidade e fortalecidos pelas nossas difereças, quem sabe ajudamos a sociedade a avançar.

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Um abraço,

Luiz Gaziri

Professor de Pós-Graduação na Unicamp e FAE Business School

Autor de “A Ciência da Felicidade”, “A Incrível Ciência das Vendas” e “Os Sete Princípios da Felicidade.”

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